Vacinação de Equinos

04--06-2009-hvviseu @ 2009-06-04 16h00
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A vacinação é o meio mais seguro, e por vezes o único, de proteger o organismo de determinadas doenças infecciosas. Uma vacina é uma substância derivada, ou quimicamente semelhante a um agente infeccioso causador de doença. A vacina induz o sistema imunitário a reagir como se tivesse sido realmente infectado pelo agente infeccioso porém, o facto de o agente não existir na vacina com capacidade para se multiplicar rapidamente e causar doença dá ao sistema imunitário tempo necessário para preparar uma resposta específica e memorizá-la. Assim, caso o animal vacinado seja infectado, o sistema imunitário responderá com rapidez e eficácia suficiente para o proteger da doença...

A vacinação de equinos, assim como a dos outros animais, além da protecção individual, permite uma redução do número de animais infectados com doenças graves e diminuição da mortalidade que estas causam.

A protecção desenvolvida por determinadas vacinas tem uma duração limitada pelo que é muito importante compreender a necessidade de um programa de vacinação. A maioria das vacinas utilizadas requer um reforço que consiste numa segunda injecção administrada algumas semanas após a primeira, seguido de revacinações periódicas, semestrais ou anuais, consoante a doença em causa.

Existem vacinas contra várias doenças dos equinos nomeadamente: tétano, influenza ou gripe equina, rinopneumonite ou aborto viral, gurma e raiva mas, a sua administração depende da localização geográfica, surtos de doença, exigência de cada país e/ou de organizações credenciadas de eventos equestres (como a FEI – Federação Equestre Internacional). 

Vacinas necessárias em Portugal

Em Portugal as vacinas necessárias são as vacinas contra o Tétano e contra a Influenza ou Gripe Equina.

O tétano é uma doença causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani.

Os esporos desta bactéria encontram-se no ambiente (solo ou fezes) e podem aí permanecer durante anos.
As portas de entrada desta infecção são principalmente feridas, cortes e/ou umbigo de poldros neonatos.
Os principais sinais clínicos desenvolvem-se 1 a 2 semanas após a infecção e são: andar rígido, rigidez muscular generalizada, prolapso da terceira pálpebra, paralisia dos músculos da face e mandíbula, hiperestesia, febre, sudorese intensa, disfagia, sialorreia, pneumonias por aspiração, hipoxia por comprometimento dos músculos respiratórios podendo evoluir para paragens respiratórias.
A influenza equina é uma doença viral altamente contagiosa sendo considerada em muitos países a efemeridade respiratória mais importante da espécie. O vírus é transmitido por aerossóis (espirros e tosse).
Em animais não vacinados ou sem contacto prévio com antigénos virais os sinais clínicos são muito característicos: febre, tosse seca, secreção nasal, apatia, depressão, dor muscular, linfadenomegália sub-mandibular, edema dos membros distais e arritmias cardíacas secundárias a miocardite viral.
Em animais previamente infectados ou vacinados os sinais clínicos são diferentes, esses animais desenvolvem apenas febre leve e tosse ocasional.

Cavalos que se encontrem em ambientes de elevada densidade populacional têm um risco mais elevado de contrair a doença pelo que o programa de vacinação deve ser cuidadosamente cumprido.

Protocolo vacinal (Gripe e Tétano)

Primovacinação em poldros: Recomenda-se o início da vacinação em poldros com 6 meses de idade. Duas doses com intervalo de 4 a 6 semanas seguida por um terceiro reforço 6 meses mais tarde.

Poldros ≤ 1 ano de idade filhos de mães não vacinadas: iniciar vacinação aos três meses de idade e seguir o protocolo normal 

Poldros ≥ 1 ano e adultos: revacinação a cada 6 meses para a gripe equina e anual para o tétano.

Éguas gestantes: vacinação 4 a 6 semanas antes do parto

Impresso em www.hvviseu.com